Festival Yesu Luso – Teatro lusófono acontece em três unidades do Sesc este mês




Terceira edição da mostra tem como tema “Dramaturgia em Português” e recebe espetáculos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal

Por Andréia Bueno
Com a missão de aproximar os falantes da língua portuguesa, o Festival Yesu Luso chega à terceira edição entre 8 e 18 de novembro, com espetáculos encenados nas unidades do Sesc Vila Mariana, Santo Amaro e Campo Limpo. A programação, com curadoria da atriz Arieta Corrêa e do produtor Pedro Santos, reúne seis peças de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal, sendo duas delas inéditas e montadas especialmente para a mostra.
Espetáculo “Os Cadernos de Kindzu”, do Amok Teatro (Brasil) é inspirado no livro “Terra Sonâmbula”, do escritor moçambicano Mia Couto. Foto: Daniel Barboza
O nome do evento é derivado de um dialeto moçambicano, no qual o termo “yesu” significa “nosso”; já palavra “luso” é usada em referência ao próprio idioma. A mostra surgiu a partir de um bem-sucedido projeto-piloto chamado Festival de Teatro Lusófono, organizado por Arieta e Pedro no Sesc Bom Retiro, em 2015.
“O teatro é ancestral, é aqui e agora, vida e morte – ele é tudo o que somos. E nosso maior desejo é que estes espetáculos sejam capazes de fazer o público se identificar com esses países irmãos, que falam a mesma língua. Gostaríamos que as pessoas sejam transformadas, tocadas por um incômodo, um pensamento ou um questionamento”, conta Arieta Corrêa. 
ESPETÁCULOS
“A curadoria dos espetáculos é sempre muito minuciosa, porque fazemos essa escolha ao longo de um ano. Desta vez, o critério foi dramaturgia em português”, comenta Pedro Santos. Um dos destaques da terceira edição é o inédito “A Linha”, de Macau, inspirado livremente em uma obra do escritor lusitano José Saramago (1922-2010). Com falas em português e mandarim, a encenação é resultado de uma parceria entre a prestigiada Associação de Representação Teatral Hiu Kok e a Macao Artfusion. A trama trata da amizade entre os pastores Hon e Maria, que entram em conflito por causa da cegueira gerada pelo sentimento de posse sobre um território.
O outro espetáculo criado para a mostra é “A Última Viagem do Príncipe Perfeito”, do Grupo angolano Elinga Teatro, com direção de José Mena Abrantes. A trama narra histórias de pessoas que viajam entre Lisboa e Luanda em 1975, a bordo do navio Príncipe Perfeito (apelido do rei D. João II de Portugal). Algumas dessas figuras são um estudante que decide regressar convencido de que terá papel decisivo na revolução em curso em seu pais, uma mulher que perde todas as ilusões e luta para reencontrar um lar, um clandestino de todas as viagens que fez na vida e um casal que descobre que os sentimentos nunca morrem.
O representante brasileiro no festival é “Os Cadernos de Kindzu”, do Amok Teatro, inspirado no livro “Terra Sonâmbula”, do escritor moçambicano Mia Couto. A montagem narra a trajetória do jovem Kindzu, que deixa sua vila para fugir das atrocidades de uma guerra devastadora. Durante a jornada, ele encontra outros fugitivos, refugiados e personagens cheios de humanidade.
Encenada apenas três vezes antes de chegar ao Brasil, a versão do português João Garcia Miguel para “A Casa de Bernarda Alba”, do espanhol Federico García Lorca (1898-1936), cria uma reflexão sobre o aumento do isolamento criado pelas instituições no mundo contemporâneo. A obra, que se passa em uma vila na Espanha, fala sobre a vigilância absoluta que a matriarca Bernarda Alba mantém sob suas cinco filhas, Angústias, Madalena, Martírio, Amélia e Adela, que vivem trancafiadas em casa.
A moçambicana “Nos tempos de Gungunhana”, com direção de Klemente Tsamba, narra a saga de um guerreiro chamado Umbangananamani, da tribo tsonga, que fora casado com uma linda mulher chamada Malice, da tribo Macua. Embora tenham tentado muito ter filhos, não conseguiram realizar esse sonho. Essa história da tradição oral africana é contada junto com aspectos curiosos sobre a vida na corte do rei Gungunhana.
Já o cabo-verdiano Grupo Craq’ Otchod apresenta o monólogo “Esquizofrenia”, com direção de Edilson Fortes (Di) e atuação de Renato Lopes. A peça cria uma reflexão sobre os estigmas provocados por esse transtorno mental e a necessidade de inclusão social das pessoas com essa doença.
SERVIÇO
YESU LUSO 2018 – DRAMATURGIA EM PORTUGUÊS
De 8 a 18 de novembro
Sesc Vila Mariana 
Rua Pelotas, 141, Vila Mariana.
Informações: (11) 5080-3000
Sesc Santo Amaro
Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro.
Informações: (11) 5541-4000
Sesc Campo Limpo
Rua Nossa Sra. do Bom Conselho, 120, Campo Limpo.
Informações: (11) 5510-2700
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$6,50 (credencial plena)

Espetáculo Meus Duzentos Filhos estreia no Teatro Municipal Maria Clara Machado




Espetáculo “Meus Duzentos Filhos” estreia no Teatro Municipal Maria Clara Machado



Por Andréia Bueno

Quando educar é um propósito de vida acima da própria vida. Esse é o norte do espetáculo “Meus duzentos filhos”, de Miriam Halfim, com direção de Ary Coslov, que estreiou dia 2 de novembro no Teatro Municipal Maria Clara Machado, na Gávea (RJ). A peça, estrelada pelo ator Marcelo Aquino, retrata a vida e a obra de Janusz Korczak (1879-1942), médico e pedagogo judeu polonês que fundou o orfanato modelo Dom Sierot, onde trabalhou durante 30 anos e desenvolveu um método pedagógico inovador, até ter a sua trajetória interrompida pelos horrores da guerra e do nazismo, assim como as dos cerca de 200 órfãos que ali aprendiam disciplina, ganhavam instrução e força moral para enfrentar a vida.
Foto: Brunno Dantas
– Quem primeiro me apresentou o texto da Miriam Halfim foi a produtora Maria Alice Silvério. Fiquei fascinado pela vida de Janusz Korczak, sua dedicação a uma causa e todo o impacto que sua trajetória poderia provocar, por se tratar de uma história verídica, repleta de significados e, mais do que tudo, uma história que não deve ser esquecida – fala o diretor Ary Coslov.
Afirmando que “não existem crianças, existem pessoas”, Korczak esforçava-se para assegurar a elas uma infância despreocupada, mas não isenta de obrigações. Elas deveriam compreender e experimentar emocionalmente situações, tirar conclusões por elas mesmas e eventualmente prevenir prováveis consequências. Rejeição à violência física e verbal, interação educativa entre adultos e crianças, a individualidade de cada criança e o conhecimento de que o processo de desenvolvimento de uma criança é um trabalho difícil eram os elementos de seu método, a Pedagogia do Amor, que influenciou pensadores importantes, como Paulo Freire e Jean Piaget.
Com a guerra, o orfanato é transferido para o Gueto de Varsóvia. Várias tentativas foram feitas para salvar sua vida, mas ele nunca admitiu separar-se de suas crianças, pois “um pai não abandona seus filhos em momentos difíceis”, repetia sempre. Em 1942, Janusz e seus duzentos “filhos” são levados para o campo de extermínio em Treblinka. A marcha é relembrada pela sua dignidade e coragem: ele liderou as crianças e, com elas, embarcou, mantendo-as calmas e tranquilas, protegendo-as acima da própria vida.
O objetivo do projeto é revelar ao público a imagem de Janusz Korczak, médico, pedagogo, escritor de histórias infantis e um ser humano de primeira grandeza, que, infelizmente, é ainda desconhecido para a maioria das pessoas. Além disso, o tema se mostra bastante atual no Brasil e no mundo.
Além da temporada no Maria Clara Machado, o espetáculo, que estreou em 8 de agosto no Midrash Centro Cultural, prorrogou sua temporada lá até 13 de dezembro, todas as quintas, às 20h30. Ao todo, o monólogo já fez 32 apresentações até hoje e foi visto e aplaudido por mais de 2 mil pessoas.

Serviço

“Meus duzentos filhos”
Teatro Municipal Maria Clara Machado
Temporada: de 2 até 25 de novembro
Sessões: sextas e sábados, 21h, e domingos 19h
Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea, Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2274-7722
Ingressos: R$ 40
117 lugares
Classificação: 12 anos
Gênero: Drama
Duração: 75 minutos
Midrash Centro Cultural
Temporada: Até 13 de dezembro
Sessões: Quintas às 20h30
Rua General Venâncio Flores 184, Leblon – Rio de Janeiro
(21) 2239-2222
Ingresso – R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia)
42 lugares

Baseado na obra de Adriana Calcanhotto, musical infantojuvenil Lá Dentro Tem Coisa volta ao Rio




Com texto de Adriana Falcão, Rafael Gomes e Vinicius Calderoni, espetáculo tem direção de Renato Linhares e direção musical de Felipe Habib 

Por Andréia Bueno
De um lado, o medo do desconhecido. Do outro, a coragem de buscar o novo. Eis o dilema que a menina Isabel enfrenta no dia do seu aniversário de 9 anos, quando ela sai de casa sozinha pela primeira vez. Esse é ponto de partida do musical infantojuvenil “Lá Dentro Tem Coisa”, baseado na obra “Partimpim” – coleção de canções para crianças lançada pela cantora e compositora Adriana Calcanhotto, em 2004, vencedora do Grammy Latino de “Melhor CD Infantil”. Com texto de Adriana Falcão, Rafael Gomes e Vinicius Calderoni, e direção de Renato Linhares e direção de arte do artista plástico Vik Muniz, a peça faz nova temporada no Rio: de 3 de novembro a 9 de dezembro, no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea (sábados e domingos, às 17h).
Foto: Leo Aversa
A história de “La Dentro Tem Coisa” se passa no dia do aniversário de 9 anos de Isabel – na abordagem lúdica da montagem, uma personagem dupla, Isa e Bel, meninas reflexos uma da outra, interpretadas respectivamente por Aline Deluna e Lu Vieira. Ao ganhar de presente dos pais a permissão para sair sozinha pela primeira vez, ela escolhe ir até a livraria, não muito longe de casa. No caminho, vai enfrentar o medo e conhecer a coragem e descobrir sensações e sentimentos diversos, bons e ruins, como raiva, mágoa, ansiedade, tristeza, expectativa, insegurança, incerteza, amor, desejo, gratidão. 
Idealizado pelo ator e empreendedor cultural Felipe Lima, “Lá Dentro Tem Coisa” surgiu da vontade de criar uma peça inspirada no universo de “Partimpim”. A primeira troca de ideias ocorreu após uma apresentação de “Mas Por Quê??! – A História de Elvis”, espetáculo infantojuvenil também produzido por Felipe, que Adriana Calcanhotto havia ido assistir. “Adoro o trabalho dela. Conversamos ali mesmo, depois da peça, e falei que queria fazer um trabalho em que o ponto de partida fosse o ‘Partimpim’. Comentei sobre a minha vontade de ter a Adriana Falcão como autora, e assim começamos”, diz Felipe, que trouxe para o projeto os dramaturgos Rafael Gomes e Vinicius Calderoni, os mesmos de “Mas Por Quê??! – A História de Elvis”. 
Para escrever o argumento de “Lá Dentro Tem Coisa”, a roteirista e escritora Adriana Falcão (que assina a dramaturgia ao lado de Rafael Gomes e Vinicius Calderoni) teve como pontapé inicial um sentimento que crianças e adultos experimentam com frequência: o medo do desconhecido. “Pensei nesse sentimento que todos nós nos identificamos, quando estamos em algum momento sozinhos, diante de um problema, e fazemos daquilo um monstro dentro da nossa cabeça”, diz a autora, que se inspirou nas músicas do disco, mas sem se ater a uma canção específica para criar a história.
Em cena, o elenco formado por Aline Deluna (Bel), Carol Garcia (Mãe), Gabriel Stauffer (Medo), Lu Vieira (Isa), Thais Belchior (Coragem) e Thiago Marinho (Pai) canta ao vivo nove músicas, sendo oito do disco “Adriana Partimpim” (2004). Com direção musical de Felipe Habib, as canções ganharam novos arranjos e foram encadeadas de maneira lúdica como condutoras da história. São elas: “Lição de Baião”, “Oito Anos”, “Ciranda da Bailarina”, “Ser de Sagitário”, “Borboleta”, “Formiga Bossa Nova”, “Fico Assim Sem Você” e “Saiba”. A trilha também traz “Poeta Aprendiz”, de Vinicius de Moraes e Toquinho, gravada por Calcanhotto no livro-disco homônimo.
“Lá Dentro Tem Coisa” estreou em setembro de 2017, no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro. Em agosto deste ano, a peça fez uma temporada que foi sucesso de público e de crítica no Teatro Folha, em São Paulo. 
SERVIÇO:
“Lá Dentro Tem Coisa”
Temporada: De 03/11 a 09/12 de 2018. 
Dias e horários: Sábados e domingos, às 17h.
Local: Teatro das Artes.
(Rua Marquês de São Vicente, 52 – Shopping da Gávea).
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre.
Gênero: Infantojuvenil.
Horários da bilheteria: Segunda a Domingo, das 15h às 20h.
Tel.: (21) 2540-6004.
Ingressos: R$ 60 (inteira) | R$30 (meia).

Tick, tick…Boom! em cartaz na capital paulista




Obra universal já traduzida para mais de 10 idiomas e há 17 anos em cartaz pelo mundo ganha sua primeira montagem brasileira

Por Andréia Bueno
O que você quer ser? Até que ponto você está disposto a lutar por seus sonhos? Qual é o caminho certo? O que é importante? Como ser alguém em meio à multidão? E se desse tudo errado? E se o seu tempo estivesse acabando?
Foto: Caio Gallucci
O título Tick, Tick… Boom! faz referência ao som emitido pelo relógio, que marca o indestrutível passar do tempo. O musical nos apresenta a jornada de Jon (Bruno Narchi), uma eterna promessa do teatro musical americano, um aspirante a escritor e compositor que sonha em realizar um grande espetáculo.
Sob a pressão da véspera de seu aniversário de 30 anos, de Susan (Giulia Nardruz), sua namorada que quer uma vida estável fora da cidade grande, e de Michael (Thiago Machado), seu melhor amigo disposto a convencê-lo a trocar tudo pela lucrativa carreira da publicidade insistindo em lhe oferecer um trabalho “normal”, Jon sente-se como uma bomba relógio, prestes a explodir!
Tick, Tick…BOOM! também é considerado uma autobiografia musical de Jonathan Larson e sua luta para realizar um dos maiores sucessos da Broadway, o musical Rent, que marcou a história americana e foi recentemente montado no Brasil por Bruno Narchi associado à produtora Bel Gomes.
Depois do sucesso de Rent, Bruno e Bel decidiram criar uma Companhia ao lado de Leopoldo Pacheco e Thiago Machado. Assim nasceu a Companhia Paralela, para produzir espetáculos com alta qualidade artística enriquecendo o cenário alternativo. “É uma experiência muito gostosa juntar pessoas que têm uma vontade e uma maneira de trabalhar muito parecidas. É um movimento amoroso em relação ao teatro”, afirma Leopoldo Pacheco que agora assina a direção do musical ao lado de Bel Gomes.
Os novos produtores escolheram temas caros aos jovens como insegurança e solidão. O musical mostra no palco a crise dos 30 anos de idade, uma crise profissional, amorosa, pessoal. “Enquanto Rent explora uma doença moderna que é a solidão, Tick Tick fala de outro mal que aflige a juventude: a insegurança”, diz Bruno. “E traz um importante questionamento da vida: por que seguir líderes que não sabem liderar?”, completa Thiago. “Esse início de trabalho revela nosso desejo de falar sobre assuntos pertinentes, como crise da idade e verdades que são duvidosas. Muitos artistas sabem que conquistamos um público jovem que não se via retratado. Oferecemos representatividade.” comenta Bel Gomes.
Serviço
TICK, TICK…BOOM!
Teatro FAAP (486 lugares)
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis.
Informações e Vendas: 3662.7233 e 3662.7234.
Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 20h. Domingo das 14h às 17h.
Aceita cartão de débito e crédito: Visa, Master ou Dinners. Não aceita cheque.
Estacionamento gratuito, com vagas limitadas. Acesso para deficiente. Ar-condicionado.
Terças e quartas às 21h
Ingressos:
R$ 80
R$ 60 (plateia popular – 98 lugares por sessão)
Duração: 90 minutos
Recomendação: 12 anos
Temporada: até 12 de dezembro

Heloísa Périssé faz curtíssima temporada de Lololendi no Teatro Riachuelo Rio




Concebido pela atriz em parceria com Paulo Dimantas, que também assina a direção, Lololendi fica em cartaz de 3 a 11 de novembro

Por Andréia Bueno
Heloísa Périssé está de volta aos palcos e em dose dupla. Além de escrever e atuar na  comédia Loloucas (que cumpre temporada até 11/11, no Teatro Riachuelo), a atriz,  autora e roteirista assina outro projeto simultaneamente, desta vez destinado ao  público infantil. O musical Lololendi, idealizado em parceria com o diretor Paulo  Dimantas, faz curtíssima temporada no Teatro Riachuelo, de 3 a 11 de novembro.
Foto: Dado Marietti
A peça conta a história de uma ex-dona de cantina de escola que vira cuidadora de crianças e, sem abrir mão da tecnologia, mostra a elas que há  todo um mundo de brincadeiras e aventuras além da telinha do celular. “Eu e Paulinho (Paulo Dimantas, diretor, roteirista e produtor, enteado da atriz) há um  bom tempo pensamos em fazer algo juntos. E sempre que a família se reúne,  inventamos brincadeiras para Pietra, a filha dele de 5 anos, e isso, aos poucos, foi se  desenhando em um projeto e dando material para bolarmos a peça”, explica Heloísa, que escreveu o texto, montado com a direção de Paulo. “Comecei minha carreira  trabalhando com teatro infantil e sempre quis fazer uma personagem que fosse uma  mistura de Mary Poppins, Noviça Rebelde e Nanny McPhee”, confessa a atriz. 
No musical, Lolô é ex-dona da cantina de uma escola, que fecha por causa da crise.  Pressionada pelas dívidas e por Leleco Casas (Johayne Hildefonso) – rico proprietário de  vários imóveis da região, que faz de tudo para comprar a casa que é da família dela há  várias gerações –, Lolô resolve virar cuidadora de crianças e resgatar brincadeiras da sua  época como pique esconde, pique pega e pula bandeira. Ao perceber e despertar o  talento e as habilidades de cada criança em áreas como esportes, moda, culinária, música  e contação de histórias, Lolô faz de sua casa – que, desde pequena, acredita ser encantada – um lugar de magia e diversão, o sonho de qualquer criança: a Lololendi. Quem pontua a  história como narradores são os cachorros Arroz e Feijão, que vivem no quintal da casa, bonecos manipulados por Thaisa Violati e Alexandre Guimarães, que pularam da  realidade para a ficção: “São os nomes dos meus cachorros de verdade. E eu e Paulinho já nos divertíamos, inventando vozes e personalidades para eles, nas brincadeiras com Pietra e resolvemos colocá-los na peça”, diverte-se Heloísa.
Serviço
Temporada: de 3 a 11 de novembro
Dias: sábados e domingos às 16h
Ingressos: Plateia VIP: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Plateia: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Balcão Nobre: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Balcão: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Local: Teatro Riachuelo Rio
Lotação: 999 lugares
Endereço: Rua do Passeio, 40 – Centro
Bilheteria: ter a sáb – 12h às 20h / dom e feriados – 12h às 19h
Em dias de espetáculo, a bilheteria funciona até 1 hora após o início do mesmo
Telefone: 21 3554-2934 / 2533-8799
Classificação etária: Livre
Duração: 60 minutos

CORTA! Sucesso no Rio de Janeiro, comédia chega a São Paulo




Participação especial como mãe e conselheira: Elza Soares, em voz off.

Por Andréia Bueno
A comédia “CORTA!”, de Vinícius Soares e Marcio Azevedo, que também assina a direção, traz no elenco a atriz e comediante Dadá Coelho, que divide o palco com ator e visagista Beto Carramanhos, apresentador do quadro “Tapa no Visual”, no programa “Mais Você” (Rede Globo).
Dadá Coelho e Beto Carramanhos (Foto Inácio Moraes)
A cantora Elza Soares integra o elenco interpretando a mãe e conselheira da personagem de Carramanhos, com sua característica voz em OFF, costurando toda a trama. A peça estreou no dia 20 de outubro, no Teatro Folha, com sessões aos sábados e domingos, até 16 de dezembro.
CORTA! é ambientada em um salão de beleza no tradicional bairro de Higienópolis. Beto, o cabeleireiro e dono de salão, é um bon vivant, que mora no do Morumbi, e que ignora a dura realidade vivida por Celeste, personagem de Dadá, uma apaixonante e inocente suburbana de Itaquera. O convívio intenso entre os personagens vindos de mundos tão diferentes, gera conflitos e questionamentos vindos da inquieta Celeste.
A cada sessão, uma pessoa da plateia sobe ao palco e tem seu cabelo cortado por Carramanhos durante o espetáculo. As participantes interagem durante a peça e passam a fazer parte daquele momento mágico vivido pelas personagens, além de saírem com um visual totalmente renovado por um dos grandes nomes do visagismo nacional.
A sinopse da peça foi ideia do próprio ator Beto Carramanhos, que decidiu levar ao palco suas divertidas experiências vividas no salão de beleza. “É um projeto ousado, no qual eu reuni a diversão das clientes quando estavam no salão e transmiti isso tudo para a dramaturgia”, conta Beto Carramanhos.
SERVIÇO
CORTA!
Temporada: de 20 de outubro a 16 dezembro
Sessões aos sábados e domingos às 20h.
Gênero: Comédia
Duração: 90min
Classificação etária: 12 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) R$ 35,00 (meia)
Cartões: Mastercard, redecard, Visa, Visa Electron e Amex. Não aceita cheques.
Ingressos pelo tel: 3823.2323
Teatro Folha – 305 lugares
Shopping Pátio Higienópolis
Av. Higienópolis 618, Santa Cecília-SP
Tel: 3823.2323
Acesso para deficientes