Casa de Bonecas – Parte 2 no Tucarena




Com direção de Regina Galdino, a peça narra retorno de Nora Helmer à casa de sua família, quinze anos depois de tê-la abandonado.
Por Andréia Bueno






Depois de estrear no Sesc Consolação, Casa de Bonecas – Parte 2, com dramaturgia do jovem norte-americano Lucas Hnath e direção de Regina Galdino, reestreia no TUCARENA. A peça fica em cartaz até 2 de dezembro, com sessões às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 18h. A tradução é de Marcos Daud, e o elenco é formado por Marília Gabriela, Luciano Chirolli, Eliana Guttman e Clarissa Kiste.



Foto: Miro

Publicado em 1879, o clássico “Casa de Bonecas”, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) causou polêmica ao questionar as convenções sociais e o casamento como uma instituição. A peça até hoje é considerada feminista.
O texto ganha uma continuação na comédia dramática “Casa de Bonecas – Parte 2”, com dramaturgia do jovem autor norte-americano Lucas Hnath e direção de Regina Galdino, com tradução de Marcos Daud e com os atores Marília Gabriela, Luciano Chirolli, Eliana Guttman e Clarissa Kiste.
Na “Casa de Bonecas”, de Ibsen, Nora Helmerfalsifica uma assinatura do pai e faz, em segredo, um empréstimo para salvar Torvald, seu marido, mas quando ele descobre a fraude, por causa da chantagem de um agiota, repudia a esposa, humilhando-a e negando que ela continue educando os filhos. O agiota devolve a promissória, salvando os Helmer, mas Nora, desiludida com a covardia e hipocrisia de Torvald, ao ver a posição inferior da mulher na sociedade, revolta-se e abandona o marido e três filhos pequenos.
No texto de Lucas Hnath a emblemática personagem Nora, agora uma escritora de sucesso, retorna 15 anos depois ao lar porque precisa oficializar o divórcio com Torvald. Popular por defender causas feministas, ela está sendo chantageada para negar suas ideias, pois uma mulher casada não poderia ter uma vida independente. 
De volta ao núcleo familiar, Nora enfrentará a recriminação da criada, da filha mais nova e do marido por tê-los abandonado e por ter tido a ousadia de escolher o que fazer de sua vida. Diante da cobrança sobre suas responsabilidades de esposa, ela argumenta que o casamento funciona como uma prisão para as mulheres e que o amor deveria ser livre. Mais uma vez ela terá que decidir entre ficar à mercê de mentiras, regras sociais equivocadas e da visão retrógrada de seus entes queridos ou assumir sua identidade e lutar por um mundo diferente.
SERVIÇO
CASA DE BONECAS – PARTE 2
TUCARENA – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Temporada: até 2 de dezembro
às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 18h
Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$40 (meia-entrada). 
Duração: 100 minutos.
Classificação etária: 14 anos
Informações: (11) 3670-8453

#fbf – Prêmio Bibi Ferreira 2018 emociona e consagra Cantando na Chuva como grande vencedor




Claudia Raia premiada pela primeira vez, emoção no discurso poético de um jovem interiorano e seu peixe, consciência política e cultural, tivemos sim! Em clima de ‘flashback friday’, vamos relembrar tudo o que aconteceu na cerimônia mais importante do teatro musical brasileiro

Por Walace Toledo








Foto: Rodrigo Bueno / Acesso Cultural






Considerado o ‘Tony Awards’ BR, a 6ª edição do ‘Prêmio Bibi Ferreira’ foi celebrada, na noite do último dia 25, pela primeira vez no Teatro Renault, palco icônico que recebe desde 2001 superproduções da Broadway. Idealizado pelo produtor Marllos Silva, da Marcenaria de Cultura, a grande festa do teatro musical paulistano elegeu “Cantando na Chuva”, protagonizado por Jarbas Homem de Mello, Bruna Guerin e Reiner Tenente, como o grande laureado da noite com seis estatuetas, incluindo “Melhor Musical”, pelo júri técnico.






Como de praxe, Marllos abriu a cerimônia com seu monólogo e agradecimentos. Em discurso, o idealizador propôs aos convidados reflexões sobre o crescimento do mercado de teatro musical em São Paulo nos últimos 18 anos, empregabilidade e desmistificações sobre a Lei Rouanet. “Os musicais hoje são um dos maiores formadores de plateia, só nos últimos 12 meses mais de 200 mil ingressos foram distribuídos via contrapartida social das leis de incentivo federal e estadual (…) 0,28%, menos que meio porcento, esta é a fatia do que representa a Lei Rouanet dentro dos incentivos fiscais do país”, afirma o produtor, “teatro é arte, mas é trabalho! E sem lei de incentivo ele não se sustenta… ainda”. Confira o pertinente discurso no vídeo abaixo.











Alessandra Maestrini e Miguel Falabella repetiram por mais um ano a parceria como Mestres de Cerimônia do evento; desde o número de abertura a dupla arrancou muitas risadas da plateia. Ao lado de Marllos, Renata Alvim (produtora T4F) e dos atores Débora Reis, Amanda Acosta e Marco Luque, representando suas personagens Hebe Camargo (“Hebe – o Musical”), Bibi Ferreira (“Bibi – Uma Vida em Musical”) e Ed Nerd // Leo Bloom (“Os Produtores”) respectivamente, apresentaram uma cena e um número musical sarcástico e hilário.










Larissa Manoela e Diego Montez, par romântico no musical “A Noviça Rebelde”, subiram ao palco da cerimônia para entregar o prêmio ‘Revelação’ do ano. Novidade na categoria, além de atores e atrizes, a partir desta edição passa a considerar também outros profissionais da ficha criativa – desde que estejam fazendo sua estreia no mercado. Em uníssono, o teatro Renault inteiro torcia pelo jovem mineirinho Vitor Rocha. E ele levou, pelo roteiro e músicas originais de ”Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, o autor, ator e diretor de 20 anos fez um discurso poético e emocionante, segurando com carinho outra estrela do espetáculo, o balde, no qual ‘vive’ o peixinho Sr. Cargas. Uma vitória do cenário independente, mostrando que qualidade no roteiro e letras originais, não importa o tamanho do orçamento, emocionam e tem a mesma magia das megaproduções.

Premiada como “Melhor Atriz” pela impecável interpretação de Bibi Ferreira, Amanda Acosta, acompanhada no piano por Tony Lucchesi, abriu as apresentações dos indicados a ‘Melhor Musical’ com o ‘Medley Piaf’, de “Bibi – Uma Vida em Musical”. Em seguida, todas as tribos da Terra do Nunca se juntaram no maravilhoso e APOTEÓTICO número “Uga-Uga” (Ugg-a-Wugg), o qual levou o público ao delírio e recebeu aplausos de pé de todo o teatro – de arrepiar(!). Não à toa, “J. M. Barrie’s Peter Pan – Um Musical da Broadway” venceu em três categorias: Melhor Figurino, Cenário e Coreografia, esta assinada pelo sempre incrível Alonso Barros.
A colorida e divertida turma de “A Pequena Sereia” também invadiu o palco do Bibi, com o número “É Amor”, cantado pelas irmãs da sereia Ariel (Fabi Bang) e seu fiel amigo Linguado (Lucas Cândido). A magia Disney encanta gerações, sucesso de público com ingressos esgotados até o final da temporada, o espetáculo conquistou o coração de milhares de pessoas, que premiaram a turminha do fundo do mar na categoria ‘Melhor Musical – Voto Popular’. 
Um clássico é um clássico! “Cantando na Chuva” não só ganhou o público lotando as sessões na única temporada paulistana, como os votos dos jurados do Prêmio Bibi Ferreira. Maior premiado da noite, a superprodução arrebatou a principal categoria, de ‘Melhor Musical’, e mais cinco: Melhor Desenho de Som, Desenho de Luz, Versão, Direção e Atriz Coadjuvante. 
“Gente, não tenho nem roupa pra receber prêmio” (risos), foram as primeiras palavras de Claudia Raia ao subir ao palco. Premiada por trabalhos televisivos, a personagem Lina Lamont, de “Cantando na Chuva”, deu à atriz o seu 1º prêmio de TEATRO! Dá para acreditar? Escolhida dos jurados como ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, também um caso atípico, sendo que a diva sempre está protagonizando as produções.

Rebeca Jamir, Adrén Alvez e Eduardo Rios apresentaram a emocionante canção “Se Eu Quiser Falar com Deus”, de “O Auto do Reino do Sol – Suassuna”. Ovacionada pelos convidados a cada categoria indicada, a produção é a segunda maior vencedora da noite levando quatro estatuetas para casa: Melhor Música Original, Ator, Ator Coadjuvante e Musical Brasileiro. 

Inesperado e maravilhoso, por fim, o encerramento colocou a plateia de mais de 1.200 convidados para dançar ao som de “Quem Eu Sou”, versão de “This Is Me”, do longa musical “O Rei do Show” (The Greatest Showman), assinada por Mariana Elisabetsky e cantada pelas vozes poderosas de Letícia Soares e Andrezza Massei, acompanhadas no final pelos Mestres de Cerimônia e um grupo de 120 atores que realizaram um flashmob alucinante nos dois andares do teatro. Que ESPETÁCULO! 

Para 2019, Marllos Silva anunciou a expansão do Prêmio, que até aqui avaliou única e exclusivamente espetáculos de teatro musical, mas que a partir de agora passa a considerar também produções teatrais – não musicais. Para essa mudança se juntam ao time de jurados, dividido entre teatro convencional e musical, a jornalista Fabiana Seragusa e o jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado. Confira nossa cobertura via Stories aqui, restante das apresentações e discursos aqui e aqui
Foto: Divulgação / Luis França
VENCEDORES PRÊMIO BIBI FERREIRA 2018

Melhor Desenho de Som

Tocko Mickelazzo por “Cantando na Chuva”

Melhor Desenho de Luz

Cory Pattak por “Cantando na Chuva”

Melhor Cenário

Renato Theobaldo por “J. M. Barrie’s Peter Pan”

Melhor Figurino

Thanara Schonardie por “J. M. Barrie’s Peter Pan”

Melhor Visagismo

Anderson Bueno por “Hebe – O Musical”

Melhor Roteiro Original

Miguel Falabella por “O Som e a Sílaba”

Melhor Versão

Mariana Elisabetsky e Victor Muhletahler por “Cantando na Chuva”

Melhor Arranjo Original

Daniel Rocha por “Hebe – O Musical”

Melhor Música Original

Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Braulio Tavares e Chico César por “O Auto do Reino do Sol – Suassuna”

Melhor Direção Musical

Tony Lucchesi por “Bibi – Uma Vida em Musical”

Melhor Coreografia

Alonso Barros por “J. M. Barrie’s Peter Pan”

Melhor Direção

Fred Hanson por “Cantando na Chuva”

Revelação

Vitor Rocha por roteiro e música de “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”

Melhor Ator Coadjuvante

Eduardo Rios por “O Auto do Reino do Sol – Suassuna”

Melhor Atriz Coadjuvante

Cláudia Raia por “Cantando na Chuva”

Melhor Ator

Adrén Alves por “O Auto do Reino do Sol – Suassuna”

Melhor Atriz

Amanda Acosta por “Bibi – Uma Vida em Musical”

Melhor Musical Brasileiro

“O Auto do Reino do Sol – Suassuna” de Sarau Agência e A Barca dos Corações Partidos

Melhor Musical (Voto Popular)

“A Pequena Sereia” por IMM e EGG Entretenimento

Melhor Musical

“Cantando na Chuva” de IMM, EGG Entretenimento e Raia Produções

Jéssika Menkel estreia Cálculo Ilógico em São Paulo




Dirigida pelo premiado Daniel Herz, Jéssika Menkel estreia Cálculo Ilógico em São Paulo 



Por Andréia Bueno

A matemática é utilizada em metáforas nessa peça teatral, em que a atriz Jéssika Menkel se apropria de uma dor pessoal (a perda do irmão) e tenta simplificar esse sofrimento através de cálculos e fórmulas, num texto intrigante e bem amarrado, em que o público embarca em emoções desmedidas. “É possível explicar a vida e o que a gente sente através dos números?”, questiona a obra em determinado momento. 

Montagem: Divulgação

“Calculo Ilógico” mistura a história pessoal da autora/atriz, com ficção, mostrando toda a inquietação que cerca a nós, humanos, quando nos deparamos com o fim. “Busquei na matemática uma forma de contar também a história sobre a perda do meu irmão”. Vale esclarecer que os números nunca foram o forte de Jessika, que teve que pesquisar e estudar mais termos sobre o assunto. 
“Eu diria que o mais genial do texto é a ficção. A base é uma dor verdadeira da autora, que, associada à criatividade, à inteligência e ao talento dela, produziu uma poesia cênica”, afirma o diretor Daniel Herz. 

Serviço: 
LOCAL: TOP Teatro 
R. Rui Barbosa, 201 – Bela Vista, São Paulo – SP 
Temporada: 06 a 28 de Outubro 
Horários: Sábado: 21h / Domingo: 19h 
Valor dos ingressos: R$ 40 – Inteira / R$ 20 – Meia 
Formas de pagamento: Débito, crédito e dinheiro 
Duração do espetáculo: 55 minutos 
Classificação indicativa: Livre 
Telefone do teatro: (11) 2309-4102 
Site de venda online: 

Carmen, a Grande Pequena Notável em cartaz no CCBB




Musical conta a trajetória de Carmen Miranda com linguagem do Teatro de Revista


Por Andréia Bueno
Há exatos 90 anos Carmen Miranda (1909-1955) cantava pela primeira vez na rádio carioca Roquete Pinto. Portuguesa radicada no Brasil, a cantora estava prestes a se tornar um dos maiores símbolos da cultura brasileira para todo o mundo. Em comemoração a essa data, Carmen, a Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro, estreia no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP). O espetáculo fica em cartaz até 26 de janeiro de 2019, com apresentações aos sábados, às 11h
Foto: Leekyung Kim
O musical é inspirado no livro homônimo de Heloísa Seixas e Julia Romeu, que venceu o Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção em 2015. Quem dá vida à diva é a atriz Amanda Acosta, que divide o palco com Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto. Os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França também estão em cena.
Para contar essa história, o espetáculo adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro, no qual Carmen Miranda também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro.
Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas recentemente está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.
A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a pequena notável, como a cantora era conhecida, e a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas.
A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra MAR aparece no porto, e MÃE, na casa dos pais da cantora. 
Foto: Leekyung Kim
SERVIÇO
Carmen – A Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro
Centro Cultural Banco do Brasil SP* – Rua Álvares Penteado, 112, Centro 
Temporada: até 26 de janeiro de 2019, aos sábados, às 11h
Apresentações extras nos dias 12/10, 2/11, 15/11 e 25/1
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) 
Classificação: livre. Recomendado para crianças a partir de 5 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade: 133 lugares
Informações: (11) 3113-3651
*Acesso ao calçadão pelas estações Sé e São Bento do Metrô. 
Estacionamento conveniado: Estapar Estacionamentos – Rua Santo Amaro, 272 – Centro, com custo de R$15 pelo período de 5 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB. 
Traslado gratuito: uma van faz o transporte gratuito entre o estacionamento e o CCBB, com parada na estação República do Metrô no trajeto de volta.
Informações: (11)3113-3651 | (11) 3113-3652 ou 
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física. Ar-condicionado.

Danielle Winits e Karen Coelho em Depois do Amor no Teatro Morumbi Shopping




Espetáculo volta em cartaz em São Paulo para curta temporada no Teatro Morumbi Shopping. Estreia dia 5 de outubro.

Por Andréia Bueno
Com patrocínio da Mapfre Brasil e Escrito por Fernando Duarte, Depois do Amor marca mais uma parceria entre o jovem autor e Marília, que faleceu no dia da estreia nacional da peça, no teatro Amazonas, no dia 05 de dezembro de 2015. Autor e diretora já haviam trabalhado juntos no sucesso “Callas”. O espetáculo volta a São Paulo para curta temporada no teatro Morumbi Shopping, de 05 a 28 de outubro, com sessões de sexta a domingo.
Foto: Guga Melgar
A trama de Depois do Amor retorna ao ano de 1962 e aos bastidores do filme “Something’s got to give”, produção estrelada por Marilyn Monroe e interrompida em virtude de sua morte, no mês de agosto do mesmo ano, aos 36 anos.
Nos primeiros 16 dias, a atriz, vivida na peça por Danielle Winits, não apareceu no set de filmagem alegando uma sucessão de enfermidades. Quando finalmente decidiu trabalhar estava mais magra e foi preciso ajustar todo o seu figurino, que havia sido encomendado por ela ao famoso estilista Jean Louis.
Foto: Guga Melgar
Margot Taylor, vivida por Karen Coelho, foi designada para a tarefa, e encontrou a atriz em sua nova casa. Assistente do estilista, ela era também velha conhecida da sexy symbol. Elas se tornaram amigas em 1952, nos bastidores de uma filmagem. Na época, Margot era namorada de Joe DiMaggio, que ao colocar os olhos em Marilyn, rompeu com ela e viveu um casamento de nove meses com a atriz. Dez anos depois, a vida se encarregou de colocar as duas frente a frente para um acerto de contas.
Enquanto experimenta os belos vestidos, Marilyn e Margot conversam sobre o passado, os amores e as alegrias, relembrando fatos engraçados, aflições e vislumbrando um futuro, que a Deusa do cinema não teve tempo para viver.
Depois do Amor poderia ser definido como um estudo da alma feminina, mas pode ser mais que isso. Em cena, um dos maiores mitos da feminilidade do século XX: Marilyn Monroe, a mais absoluta encarnação do glamour, da feminilidade e da carência afetiva e Margot, uma mulher comum. Apesar das diferenças abissais entre os dois mundos, perceptíveis de imediato, a mesma prisão as aproxima: a dificuldade de se afirmar com autonomia em um mundo controlado pelos homens e a impossibilidade de encarar a vida sem afeto.
Depois do Amor revela esta outra Marilyn: mulher, elegante, sofisticada, muito complexa, séria, mas também, extremamente divertida e inteligente. A mulher por trás do mito, mais humana e certamente ainda mais fascinante.
Foto: Guga Melgar
Serviço

CIDADE: São Paulo
TEMPORADA: 05 a 28 de outubro
LOCAL: TEATRO MORUMBI SHOPPING
ENDEREÇO: Condomínio do Shopping Center Morumbi – Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acacias, São Paulo – SP, 04707-900
HORÁRIOS: Sextas e sábados 21H / domingos 19h
INGRESSOS: R$ 70 | R$ 30
Bilheteria: Terça a sexta, 14h às 21h – Sábado, 13h às 21h – Domingo, 13h às 20h.
Gênero – Comédia biográfica
Recomendação: 12 anos
Duração: 60 min

Daniel Boaventura no Theatro Net São Paulo




Por Leina Mara
O cantor e ator Daniel Boaventura retorna aos palcos do Theatro Net São Paulo, dia 06 de outubro, desta vez com o show do lançamento do DVD gravado na Cidade do México, em outubro de 2017, no icônico Theatro Metropolitan – Daniel Boaventura ao Vivo no México.

Foto: Divulgação

Os laços de Daniel Boaventura com o México firmaram-se alguns anos atrás, em 2015, quando o cantor fez suas primeiras apresentações no país. Em cada um dos três shows na Cidade do México, Boaventura foi recebido com entusiasmo pela plateia mexicana. O cantor escolheu o país para registrar os momentos marcantes de seus últimos três anos de carreira, desde Your Song, seu último DVD, gravado em 2014.

Nesse show, Daniel Boaventura interpreta sucesso em inglês e espanhol , como I´ve Got You Under My Skin, eternizada na voz de Frank Sinatra – referências da carreira de Boaventura -, Should I Stay or Should I Go?, clássico do The Clash em versão big band; Sway, em uma versão metade em inglês e metade em espanhol, seguida pelos clássicos Corazón Partio, La Barca e Besame Mucho.


Serviço: 

Dia 06 de outubro às 21h30

Classificação: 12 anos 

Theatro Net São Paulo

Endereço: Rua Olimpíadas, 360, Piso Térreo – Shopping Vila Olímpia – Itaim Bibi

Funcionamento: Segundas a Domingo das 10 às 22h.