Peça com atores cegos aborda sexualidade em SP




Espetáculo traz deficientes visuais no elenco e aborda tabus e fantasias sexuais entre cegos

Por Andréia Bueno
Protagonizado por atores deficientes visuais, o espetáculo “Volúpia da Cegueira”, que aborda a sexualidade entre quatro personagens cegos, revelando suas descobertas e fetiches mais íntimos, se apresenta no Teatro J. Safra entre os dias 05 e 07 de outubro.
Foto: Divulgação
Com texto de Daniel Porto e direção de Alexandre Lino, o espetáculo traz no elenco atores videntes e cegos, mas sem identificar quais têm a deficiência ou não, propondo uma inversão de papeis entre eles e o público.
No início da sessão, o público receberá vendas para os olhos, promovendo a experiência de escuridão vivida pelos autores. A peça propõe uma experiência sensorial, que resgata da realidade o material essencial para desmistificar o que se passa na cabeça das pessoas em relação à intimidade dos que não enxergam.
O tema é baseado na história do tio do Lino, com quem o diretor conviveu até a adolescência no interior de Pernambuco. “Estudos mostram que, para a maioria das pessoas, os cegos são seres praticamente assexuados. Eu nunca tive essa impressão, pelo contrário. Meu tio ficou cego aos 18 anos, no auge de sua descoberta sexual, e continuou sendo muito ativo mesmo depois de desenvolver a cegueira”, conta Lino.
A peça é contemplada pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, seleção pública que tem como objetivo contemplar projetos de circulação de espetáculos teatrais não inéditos, em parceria com o Ministério da Cultura.
Após a apresentação, o espetáculo da Documental Cia fará um bate-papo com o público e realizará encontro com artistas e grupos locais para trocas de experiências sobre o processo da peça. Um outro destaque da peça é a presença de intérpretes de Libras – Língua Brasileia de Sinais – e acesso especial ao deficientes visuais para o diálogo com cenário.
SERVIÇO
VOLÚPIA DA CEGUEIRA
Apresentação: 05/10 a 07/10
Horário: 21h (quinta-feira)
Classificação: 16 anos
Duração: 70 minutos
Especialmente para estas sessões: intérpretes de libras
Ingressos:
Plateia: R$ 20,00 
Mezanino: R$ 10,00 
Mezanino com visão parcial: R$ 5,00
Teatro J. Safra
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3611-3042
Abertura da Casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro.
Capacidade da casa: 627 lugares
Acessibilidade para deficiente físico
Horário de Funcionamento da bilheteria
Quartas – 14h às 21h
Quintas, Sextas, Sábados e Domingos – 14h até o horário dos espetáculos
Vendas online: www.teatrojsafra.com.br 

Alice, O Musical volta em cartaz no Teatro Porto Seguro




Por Leina Mara

Entre os dias 13 de outubro e 25 de novembro, o Teatro Porto Seguro volta a receber em seu palco “Alice, O Musical”, um espetáculo baseado na famosa história infantil que promete agradar todos os públicos.
Foto: Divulgação
A famosa história da garotinha em busca de um coelho branco, perdida em um mundo de fantasias e cheio de personagens inusitados, vem de cara nova. Alice agora está crescida!  Entediada em seu quarto, Alice resolve ler um livro pra se entreter, quando de repente a visita ganha vida e a velha estante da família deixa escapar fantásticas criaturas que transformam o seu quarto num verdadeiro país das maravilhas. Nessa versão, Alice é uma adolescente encarando os questionamentos da puberdade e os anseios de envelhecer para ser “dona de seu próprio nariz”. Assim ela passa a viver grandes aventuras ao lado do Chapeleiro Maluco, do Gato Sorridente e da Rainha de Copas.
Com direção assinada pelo ator e diretor Max Oliveira, que integrou o elenco de espetáculos musicais, como Miss Saigon, A Bela e a Fera, Cats, New York, New York e A Madrinha Embriagada, e as produções The Lion King (O Rei Leão) na Espanha e na Austrália, o espetáculo é encenado pelos atores Natália Foschini, Adriano Tunes, Márcio Godoy e Thiago Sak. Além da participação especial de Paula Capovilla e Cláudio Galvan, que emprestam suas vozes à mãe de Alice e ao Gato Sorridente, respectivamente.
Serviço: 
De 13 de outubro a 25 de novembro – Sábado e domingo, às 15h.
Ingressos: R$ 60,00 – plateia / balcão e frisas – R$ 50,00.
Classificação: Livre.
Duração: 60 minutos.
Gênero: Musical infantil.
TEATRO PORTO SEGURO
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone (11) 3226.7300.
Bilheteria: De terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h.
Capacidade: 496 lugares.

A Bela e a Fera em curta temporada no Theatro Net São Paulo




Por Leina Mara

Baseado no conto de fadas escrito pelos Irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm) em 1812, ‘A Bela e a Fera – O Espetáculo Musical’ chega ao palco do Theatro Net São Paulo de 26 a 28 de outubro, sexta a domingo, às 20h.
Foto: Divulgação
O enredo fala sobre a história de amor entre a linda e inteligente jovem Bela e um príncipe que foi enfeitiçado e transformado em Fera. Bela vive em um vilarejo francês com seu pai, que é capturado e aprisionado pela Fera em seu castelo. A jovem consegue localizá-lo e se oferece para ficar no lugar dele. Sua bondade a faz enxergar o lado humano da Fera, por quem se apaixona perdidamente, quebrando o feitiço. 
No elenco, o destaque é a atriz Flávia Mengar, interpretando Bela. O espetáculo leva para os palcos 50 integrantes, entre atores, bailarinos, cantores e músicos de orquestra, além de 200 figurinos, cenários grandiosos e projeções em vídeo mapping 3D, com tecnologia para interagir personagens e cenário.
Serviço
26 a 28 de outubro às 20h
Classificação: Livre 
Theatro Net São Paulo 
Endereço: Rua Olimpíadas, 360, Piso Térreo – Shopping Vila Olímpia – Itaim Bibi
Funcionamento: Segundas a Domingo das 10 às 22h. 

Vida de Chico Xavier em superprodução musical Um Cisco estréia no Guairão




Por Andréia Bueno

O musical “Um Cisco”, que narra a trajetória de uma das mais admiradas personalidades brasileiras, o médium Chico Xavier, estreia no dia 18 de outubro, no palco do Guairão, em uma superprodução. Com elenco de mais de 70 artistas e técnicos, entre atores, bailarinos, músicos e equipe de produção, o musical conta com a direção de Plinio Oliveira, que é compositor, escritor e produtor. Chico Xavier ganha vida no palco através do ator e cantor mineiro Marcelo Veronez, em uma história leve, comovente e inspiradora para o público.
Foto: Divulgação
A trama se desenvolve numa estação de trem, onde a vida do médium é narrada desde os seus 4 anos de idade até a sua morte, aos 92 anos. O espetáculo marca seu percurso desde o anonimato até se tornar uma figura popular. Sua participação na TV brasileira na década de 70 registrou audiência histórica, sendo um fenômeno televisivo para a época.
Neste cenário, na estação de trem, os personagens se encontram como uma metáfora da vida, na qual uns partem, enquanto outros chegam. O figurino é novecentista e o roteiro musical, que começou a ser escrito por Plinio Oliveira em 1985, conta com 30 cenas musicais.
“Um Cisco” humaniza a figura de Chico Xavier e destacará também os medos e os desafios de sua vida, evidenciando o seu temor pela morte, os obstáculos enfrentados pela não aceitação do seu dom, a incompreensão da família e sua integridade e bondade diante disso.
Para representar fielmente os traços de Chico Xavier, a escolha do elenco foi feita criteriosamente, levando em conta a qualidade e até o sotaque mineiro, que é destacado com a vinda dos atores Marcelo Veronez (Chico Xavier, adulto), Célia Portela (a mãe, Maria João de Deus) e Miguel Safe, que interpreta o pai de Chico (João Candido) e também um dos autores a quem Chico atribuiu a autoria de sua obra (André Luiz). O cantor paulista Lula Barbosa, encenará no palco o protetor espiritual do médium, Emmanuel e o menino Bruno Bioza será Chico Xavier na infância.
Atores Curitibanos consagrados como Pedro Bonacin e as coreógrafas Ane Adade e Patrícia Machado completam o elenco ao lado de jovens talentos selecionados em audições na cidade. Ao todo, o elenco será composto por 12 atores-cantores, 6 bailarinos, 14 músicos (orquestra) e 30 integrantes do coro.

SERVIÇO: 

Musical “Um Cisco”, a Vida de Chico Xavier
Local: Teatro Guaíra – grande auditório (Rua XV de novembro s/nº)
Data: 18 de outubro de 2018
Horário: abertura da casa (20h) e início do musical (21)
Duração: 2h10
Classificação Indicativa: Livre
Ingressos já à venda nos quiosques do Disk Ingressos nos shoppings Estação, Mueller, Palladium, São José e no site: https://goo.gl/AviBrw
INGRESSOS:
Plateia – Meia-entrada R$ 66,00 / Inteira R$ 126,00
1º Balcão – Meia-entrada R$ 56,00 / Inteira R$ 106,00 
2º Balcão – Meia-entrada R$ 46,00 / Inteira R$ 86,00 
*A taxa administrativa de R$ 6,00 está inclusa no valor.
* A meia-entrada é válida para Doadores de Sangue devidamente comprovados, Estudantes devidamente comprovados, Idosos conforme Lei, PNE, Portador de Câncer e Professor.

Musical Os Últimos 5 Anos ganha montagem brasileira com Beto Sargentelli e Eline Porto




Por Rodrigo Bueno

Romance escrito por Jason Robert Brown está em cartaz no Teatro Viradalata, em São Paulo.

Foto: Gustavo Arrais

O conceito de que toda história de amor dá certo pelo tempo em que dura é o mote especial de “Os Últimos 5 Anos”, musical que nasceu em 2001, em Chicago, Estados Unidos, estreando no circuito Off-Broadway no ano seguinte. Desde então a produção já passou por mais de 10 países, ganhou uma adaptação para os cinemas, em 2015, e agora chega ao Brasil, para uma curta temporada no Teatro Viradalata, em São Paulo.

Relatando os altos e baixos de um relacionamento de cinco anos vivido por Cath Hyatt, uma jovem atriz em busca de sua realização profissional, e Jamie Wellerstein, um romancista em desfrute de sua ascensão, os dois se descobrem vítimas do desencontro, situação que os leva a repensar o tempo juntos e sobreviver ao dilema de ter que escolher entre o amor e o trabalho. Fugindo de um relato óbvio e apoiada no referencial da teoria da relatividade, a trama coloca as emoções na contramão e se desenrola de forma inversa, onde o rapaz conta a história do início para o fim, desde o namoro até o casamento, e a moça a revive de trás para frente, propondo ao público percepções diferentes de uma mesma situação.

Os atores Beto Sargentelli e Eline Porto, conhecidos especialmente no eixo Rio-São Paulo por diversos trabalhos em teatro musical, são os responsáveis por encenar os dilemas atemporais retratados na versão brasileira de “The Last Five Years”, e juntos eles encaram um desafio dobrado, de não apenas protagonizar o espetáculo como também produzi-lo, compartilhando a função no projeto com o produtor executivo Lucas Mello. O casal que hoje divide a vida dentro e fora dos palcos compartilha da mesma paixão pelo musical há mais de 10 anos, mas isso só veio a tona há alguns meses, quando contracenaram juntos pela primeira vez na adaptação teatral de “2 Filhos de Francisco”. A descoberta por sonhos em comum despertou neles o desejo de reunir grandes profissionais e amigos que admiram e que hoje os acompanham no duplo desafio.

À frente da direção está o premiado João Fonseca, que embora venha se dedicando mais ao teatro musical brasileiro, aceitou o desafio de ser o responsável por conduzir os encontros e desencontros que, nesta versão, deixam de lado o clima nova-iorquino e ganham como pano de fundo outra grande metrópole mundial, a cidade de São Paulo. “Esse ‘pequeno’ musical possui músicas lindas, fortes e teatrais, e uma história de amor irresistível, porém a originalidade da forma como ela é contada foi o que mais me atraiu, é um desafio delicioso para qualquer encenador”, revela Fonseca.

“Uma peça para dois atores, um casal, com músicas tão maravilhosas e tão complexas, com uma ordem cronológica inversa e essa qualidade dramatúrgica já é por si só um diferencial, mas na nossa montagem acho que há um plus pelo fato de ser do Brasil, conseguimos adaptar para a nossa realidade, trazer para mais perto da gente e ‘abrasileirar’ no humor e no estilo. Cada criativo está bastante envolvido com a proposta e pensando em tudo para deixar as linhas bem definidas”, pontua Beto.




Baseado em fatos reais, os cinco longos anos que no palco transcorrem em intensos 80 minutos, são inspirados no relacionamento do autor do texto e músicas, Jason Robert Brown, e Theresa O’Neill, com quem teve um casamento fracassado. Considerado um dos mais aclamados compositores de musicais contemporâneos dos EUA, Brown inovou ao unir dois atores em cena sem que, para isso, precisem interagir diretamente, exceto pela lembrança do dia do casamento, quando uma das 14 músicas possibilita um cruzamento entre as duas linhas de tempo.

“Um dos grandes diferenciais deste musical é poder mostrar dois pontos de vista diferentes, mostrar que não há uma verdade absoluta e que cada pessoa vê a relação por um prisma. Nossa encenação traz os dois lados bem claros e isso provoca diversas sensações, aproximando muito o espectador que se coloca por vezes na situação dos personagens. Somos todos pessoas dúbias, existem mil versões de nós, e queremos que o público vivencie essa história junto com a gente”, explica Eline.




Com muitas nuances, elas estão presentes também na trilha sonora, vencedora do Drama Desk Award de Melhor Música e Letra em 2002, que conta com diversos gêneros musicais, entre eles pop, jazz, clássico, rock e folk, dando espaço até mesmo para a música latina. Todos eles dão ritmo à vida a dois de Cath e Jamie, que ganha boa parte da interpretação por meio da música, trabalho este que conta com os cuidados do diretor musical Thiago Gimenes e do versionista Rafael Oliveira – fundamental para que a narrativa seja clara e emotiva. A produção é ainda acompanhada por três músicos ao vivo, responsáveis por uma orquestração composta por Cello, Violão/Baixo e Piano.

“Para mim, como compositor, poder analisar a maneira como o autor compõe as músicas, como ele traduz os sentimentos e coloca as situações lá, tem sido uma aula geral, não só de poesia, mas de conhecimento e harmonia. Muito do texto está na música e é interessante observar como as canções da Cath são mais românticas e com melodias menos dissonantes, enquanto as do Jamie, por serem autorais e escritas por ele, revelam sua mente loucamente criativa”, detalha Gimenes.

Produzido em parceria pela Lumus Entretenimento, H Produções e Andarilho Filmes, o musical conta ainda coma direção de movimento de Keila Bueno, o design de luz de Paulo César Medeiros, design de som de Tocko Michelazzo e o visagismo de Marcos Padilha.


SERVIÇO:


Local: Teatro Viradalata
Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo – SP, 01258-001 
Temporada: 16/09 a 19/11
Domingos 21h30 e Segundas 21h
Valor: R$50 a R$80 (inteira)
Venda especial: Site Oficial Os Últimos 5 Anos
Vendas: Site Ingresso Rápido e Bilheteria Local (sem taxa de conveniência)
Teatro Viradalata – Horário de atendimento ao público:
-terça a sexta – das 19h até 22h
-sábados – das 14h até 22h
-domingos – das 14h até 20h
Duração: 80 minutos (sem intervalo)

Classificação: 14 anos

7 Motivos para Assistir Que Monstro te Mordeu?




Por Nicole Gomez

A série “Que Monstro te Mordeu?”, exibida em formato de série pela TV Cultura, agora ganha os palcos de teatro, com as mesmas personagens da produção de sucesso de Cao Hamburger e Teodoro Poppovic. O espetáculo está em cartaz no Centro Cultural FIESP. Confira uma lista de motivos para ir correndo conferir esta grande produção!

Foto: Divulgação

O espetáculo traz valiosas lições de vida
Não se trata apenas de uma peça infantil, para entreter os pequenos. A história do espetáculo acaba por trazer lições de tolerância e o respeito às diferenças, tudo com o toque lúdico que as produções para crianças pedem.

Traz o universo dos programas infantis para perto
Quem de nós, mesmo os adultos, não gosta de estar próximo do universo que vemos na TV? Essa é uma ótima oportunidade de ver a magia acontecer bem de pertinho, trazendo as crianças para um mundo de sonho e fantasia.

A técnica utilizada para contar a história
A história é contada através da manipulação de bonecos, realizada pelos atores do espetáculo, que ao todo são 11. 

A exposição além do espetáculo
É isso mesmo! Além do espetáculo, que pode ser conferido no centro cultural, há também uma exposição gratuita que exibe várias etapas do processo de criação da série infantil, coprodução de sucesso da TV Cultura e do Sesi-SP entre 2014 e 2015, com curadoria de Teodoro Poppovic.

Estimular a imaginação
A premissa do espetáculo é “Cada vez que uma criança desenha um monstro, esse monstro ganha vida e vai para o monstruoso mundo dos monstros”. Com isso, as crianças acabam se identificando com o que está sendo mostrado, pois faz parte do universo de toda criança criar e imaginar criaturas diferentes.

Segue os moldes da série
Embora use uma técnica diferente, o espetáculo segue os mesmos moldes do programa de TV, como por exemplo, a história semelhante. Por estar em um palco, promete ser mais interativa e atraente para os pequenos.

É para a família toda!
O espetáculo não prende só a atenção da criançada. Adultos de todas as idades que gostam desse tipo de entretenimento, vão se divertir! E ainda dá para repercutir em casa as lições aprendidas!

Foto: Divulgação


SERVIÇO
Quando: até o dia 2 de dezembro, aos sábados e domingos, às 14h
Onde: Teatro do Sesi: Av. Paulista, 1.313. Contato: (11) 3528-2000.
Gratuito. Requer reserva de ingressos através do site http://www.sesisp.org.br/meu-sesi