Sucesso nos palcos, atriz e cantora Luíza Lapa lança sua primeira música


Créditos: Ícaro Bravo


Sem roteiros, nem falas ensaiadas, mas com entrega total e muita energia, Luíza Lapa estreia sua carreira solo na música, nesta sexta-feira (1), com o single “Você Não Vale Nada”. A cantora foi semifinalista do programa “Canta Comigo”, da Record TV, e compôs o elenco nacional de clássicos da Broadway em seu trabalho como atriz. No entanto, seu debut single mostra um lado até então desconhecido, com uma criação musical que reflete sua carreira como um todo. Acompanhando o lançamento, o clipe vai ao ar no domingo (3), às 12h, em seu canal do YouTube.

“Você Não Vale Nada” proporciona uma viagem desde o gênero mais brasileiro de todos, o samba, até encontrar sua essência no pop. “Tenho muitas referências internacionais, como Rihanna, Jessie J e Lady Gaga, mas sempre quis cantar um pop brasileiro, e meus produtores ajudaram nessa construção sonora”, afirma Luíza, que contou com o trabalho de Mateus Melo e Raul Alaune, ambos da 48k Produção Musical, para essa composição.

O tema escolhido para a composição foi a liberdade de se perceber em um relacionamento ruim e se livrar dele. “Quis afirmar a força desse momento nessa canção, justamente porque fui incapaz de fazer isso muitas vezes na minha vida”, explica.

Sempre com bom humor, a compositora descreve situações comuns que ocorrem durante términos. Afinal, quem nunca cansou de fazer “papel de palhaça” ou até mesmo “queimou o ex” para a família? Difícil é encontrar alguém que nunca tenha se relacionado com aquela pessoa que não “vale nada”.

ENTRE AMIGOS

O clipe, dirigido por Ícaro Bravo, também contou com participações especiais para a cantora. Luíza Lapa contracena com Márcio Louzada, Paula Canterini e Alvinho de Pádua em cenas de “Você Não Vale Nada”, mas também em “A Bela e a Fera”, peça que está em cartaz. “Depois de tanto tempo sem o convívio, por conta da pandemia, o elenco da peça foi o primeiro contato que tive com amigos. Fez muito sentido pra mim chamar esses três parceiros de palco para estarem comigo no clipe. Tudo fluiu muito bem e foi muito bom estar com eles nesse momento especial”, conta a artista que segue dando vida à personagem Bela, no Teatro Claro São Paulo, aos sábados e domingos, até 12 de outubro.

NOVO MUNDO

Luíza Lapa carrega uma grande bagagem musical dentro do teatro, tendo participado do elenco nacional de clássicos da Broadway, como “Les Misérables” e “A Noviça Rebelde”. Interpretou também a ‘mother monster’ Lady Gaga na maior casa de show de Brasília, foi semifinalista do programa “Canta Comigo”, da Record TV e, recentemente, participou do lançamento do álbum “Write Of You” em parceria com o também ator Gabriel Braga Nunes.

Apesar de todas essas experiências, a cantora garante que tem sido um processo ímpar para ela. “Esse é um novo lado da Luíza, é um lado que ninguém conhece. Novidade total, inclusive, para mim”, narra. “Como artista, eu precisava dessa autonomia sobre a minha própria arte e está sendo bom demais. O público pode esperar entrega total”, finaliza.

Cantora e compositora Kall Medrado lança “Pare Now”, com forte influência da black music


Créditos: Divulgação


Dona de uma das vozes mais potentes do cenários black music e eletrônico, a cantora e compositora baiana Kall Medrado, que conquistou o coração do público após participar do reality show “The Voice Brasil”, em 2014, acaba de lançar a faixa “Pare Now”, mais um lançamento do selo Alma Music, da gravadora Midas Music. A canção já está disponível em todas as plataformas digitais e chega acompanhada de videoclipe no canal do Youtube da cantora.

Falando sobre amor, a composição é da cantora Kall Medrado, em parceria com Antonio Eudi e é uma das faixas do seu futuro EP, intitulado ASE – “Agora Sou Eu”. “É uma música que fala de amor, paixão… O amor pode ser expressado de diversas formas, nesse caso trabalhamos muito no amor do relacionamento e o amor próprio”, conta Kall. Em “Pare Now”, a voz de timbre único de Kall soa profunda e delicada, e pode ser comparada a artistas como Toni Braxton e as cantoras do grupo TLC.

O videoclipe da faixa vai muito além de apenas um clipe. Histórias e elementos que representam a cultura e raízes da cantora integram as cenas da produção audiovisual. “O clipe mostra um pouco do que eu vivi, o que eu passei e toda a minha história. Dentro do clipe vão ter as máscaras do teatro que eu tirei foto na minha formatura em 2017, vai ter o vestido do The Voice, que foi um divisor de águas na minha carreira. Sou muito ligada nos sinais, não deixaria escapar esse momento. Dentro do clipe, além das vestimentas, tem também muitos elementos da minha cidade, do meu Estado, que estão entrelaçados a à minha cultura, minhas raízes, sem perder o romantismo, com um toque latino e sensual, muito bem explorado pelo Guilherme Camargo (diretor do clipe).”

Além de “Pare Now”, o futuro EP da artista contará com outras 3 faixas, onde cada uma delas, incluindo o primeiro lançamento, apresentará uma temática singular, contando uma história que traz elementos e fragmentos que demonstram quem é a Kall Medrado, como mulher múltipla, romântica, forte e empoderada que, em suas milhares faces, não perde sua essência.

“O meu EP ‘Agora Sou Eu’ fala de amor, e sua construção fala de superação e luta. Ele conta a história de uma mulher nordestina, obesa, que nunca teve uma chance real no mercado de trabalho, – apesar dos muitos elogios à sua voz e que ao invés de se isolar do mundo por todas as pressões e falta de oportunidades, nunca desistiu do seu propósito”, finaliza.

A voz potente e o jeito de ser tão peculiar transformaram a baiana Kall Medrado em uma das grandes divas do cenário black music e eletrônico. Kall ficou conhecida nacionalmente após sua brilhante participação no reality show “The Voice Brasil” em 2014 e daquele momento em diante, milhares de fãs passaram a segui-la nas redes sociais.

Com abordagens de outros assuntos focados em seu lifestyle, o perfil da cantora trata desde arte, entretenimento, até o seu processo de cirurgia bariátrica, que foi o ponto de partida para que ela se transformasse em digital influencer.

“Sempre tive que vestir uma armadura de mulher muito forte, mas sou romântica, brega, sonhadora… Não vejo a hora de poder embalar romances, histórias… Ver minha música tocar e conectar pessoas”, finaliza Kall.

Simaria é presença vip no Paris Fashion Week!


Créditos: Divulgação


Hoje, dia 29 de setembro, Simaria faz a sua estreia na semana de moda, no Paris Fashion Week! A cantora, que sempre apreciou o mundo da moda, revela sua experiência e realização: “Estar presente no evento é, sem dúvida, um momento inesquecível para mim. Sempre amei a moda, por todas as coisas que envolve, como detalhes de desenho, criação e toda a sua arte! Sou muito grata a Deus pela oportunidade. Agradeço ao meu amigo Bruno Astuto pelo convite e por proporcionar tudo isso!”. O primeiro desfile será da Balmain, que vai comemorar o aniversário de 10 anos do designer Olivier Rousteing, como diretor criativo apresentando um festival de música com grandes nomes. Amanhã (30), Simaria segue para o desfile da francesa Isabel Marant, com um look escolhido pelo time da estilista. Aguardem que essa passagem da artista terá ainda mais novidade!

Desde criança, Simaria conseguia visualizar onde queria estar. Sempre se viu fazendo parte de momentos incríveis e inesquecíveis como Paris Fashion Week. “ Se eu pudesse expressar em uma só palavra tal experiência seria: Surreal”, revela. Apaixonada por moda, Simaria se diz encantada a cada vez que toca uma peça de roupa, é como se fosse uma música nova. Mulher de negócios, essa é a segunda vez da artista em uma semana de moda, já que ano passado marcou presença no Nova York Fashion Week. Ela está com tudo!

Stylist: @franconaid
Styling assistant: @priscilafstylist
foto: @joaoalmeidac
Beauty @manuhornmakeup
Look: @balmain

Manu Gavassi lança “sub.ver.si.va” em videoclipe com orquestra e muita coreografia


Créditos: Gabriela Schmdt


Manu Gavassi, uma das artistas mais completas da atualidade, está de volta com o lançamento de ‘sub.ver.si.va’, canção que faz parte do quarto álbum da cantora que será lançado em novembro, e tão aguardado pelo público.

A música, que já está disponível em todos os aplicativos de música, ganhou sua letra em um momento íntimo de Manu entre amigos:

“Em ‘Eu nunca fui tão sozinha assim’ mostra onde eu estava mentalmente quando comecei a compor esse álbum, mas ‘subversiva’, desde sempre, foi a minha escolha pra primeiro single. Um belo dia, jantando com meus melhores amigos, fui pesquisar o significado de subversiva no dicionário. Essa palavra que andava me perseguindo e que poucas vezes usei, e olha que gosto de palavras. Enfim, existia uma (mais de uma) taça de vinho envolvida nessa procura no dicionário, e 10 minutos depois tinha aberto meu e-mail em uma base musical feita por Lucas Silveira que chamava “fase aquática do Sonic” (se você reparar bem parece uma fase aquática do Sonic) e escrito uma música pop chiclete de brincadeira que acabou virando minha queridinha. Essa é a história de sub.ver.si.va.” – conta Manu.

Créditos: Gabriela Schmdt

O videoclipe, que tem a marca Vogue Eyewear como patrocinadora, foi todo filmado em película 35mm (formato usado nas primeiras experiências de cinema) que, diferente da versão digital, tem uma cópia única, tornando o processo ainda mais ousado.

“A decisão de gravar nesse formato fez todo sentido pra estética que eu queria, pro início de uma nova era, e tudo fará sentido mais pra frente (risos). É um desafio muito grande porque a gente optou por não ter a versão digital, só realmente gravamos em filme, e é uma coisa muito ousada de se fazer, mas o resultado ficou exatamente como eu queria; orgânico e com muita naturalidade no material, além do desafio de fazer vários planos sequencias. Acho que tudo nesse clipe ficou muito verdadeiro e filmar nesse formato me fez querer voltar pro básico, da alma de clipes pop que eu gostava antigamente, quando tudo era mais simples, verdadeiro e divertido.”

Nas imagens gravadas no Real Gabinete Português de Leitura, tradicional biblioteca localizada no centro do Rio de Janeiro, Manu aparece coreografando ao lado de quatro bailarinos, e após a queda de uma cortina, são reveladas as grandiosas estantes de livros em meio a uma orquestra comandada pelo maestro Lucas Lima. Para completar o time de músicos, Lucas Silveira aparece na guitarra, DJ Larinhx e Davidson Ilarindo na bateria. Carimbando mais uma direção, Manu Gavassi, ao lado de Gabriel Dietrich, mostra que seu lado criativo vai muito além:

“Existe um motivo pra produção musical da versão do clipe (orquestrada por Lucas Lima) ser diferente da versão original. Existe um motivo pra ser em uma biblioteca. Existe um motivo pra cena final. Mas se eu contar perde totalmente a graça e não seria eu. Risos.” – declara Manu.

No final de agosto, Manu deu início à divulgação do novo projeto e, lançou junto com uma carta aberta ao público, a música “Eu nunca fui tão sozinha assim”:

“Por muito tempo fiquei com medo do que seria meu próximo álbum. Medo do que eu escrevia. Medo do que eu tinha pra falar. Medo de parecer ingrata demais no momento mais feliz da minha carreira, mas mais estranho do mundo. E aí lembrei de todas as vezes que ouvir meus medos fez sentido… Um surpreendente total de zero vezes. Eu não sei dar nada que não seja visceral, nada que não seja completamente sincero. E foi por isso que escolhi “Eu nunca fui tão sozinha assim” pra começar a contar essa história. Porque foi exatamente assim que ela começou, cercada de expectativa e olhares sorridentes, mas com uma solidão irreparável. Mas não mais… Espero que vocês se divirtam dançando com meu primeiro novo desabafo. Com amor, Manu.”

Manu Gavassi fez história após gravar 130 vídeos antes de entrar em um reality show e isso se tornou referência em todo Brasil dentro da publicidade, com o lançamento de “Deve ser horrível dormir sem mim”, música com participação de Gloria Groove, ela entrou para a parada global, ficou em 4º lugar no ranking da Social 50 da Billboard, parada que mede o engajamento dos artistas do mundo inteiro nas redes sociais e se tornou uma das artistas mais procuradas entre as marcas pelo diferencial de, não só estampar seu rosto, mas também atuar como diretora criativa das campanhas que trabalha.

TEATRO COM BOLSO: Alessandra Verney apresenta show online gratuito CAFÉ DE HOTEL

Alessandra Verney lança single e anuncia live

Créditos: Divulgação


Cantora, atriz e compositora com mais de 25 anos de carreira, Alessandra Verney é presença constante nos palcos e telas brasileiros, em musicais, peças teatrais, novelas, séries e filmes. Hoje a artista investe no seu trabalho na música com o pocket-show CAFÉ DE HOTEL, em que apresenta, além de releituras de sucessos nacionais e internacionais, suas composições inéditas.

O show de Alessandra, acompanhada do violonista João Arruda, foi filmado no palco do “Teatro Com Bolso”, e editado por Eduardo Kozlowski, da equipe do projeto.

Sobre a experiência do mergulho no virtual, é a própria artista quem conta: “Gosto de dizer que me ‘arrisco’ como compositora, então antes de lançar as minhas músicas inéditas, essa oportunidade de apresentá-las ao público antes, é fantástica. O que mais me chamou a atenção ao fazer os shows no ambiente online foi que, mesmo sem a presença do público, o frio na barriga é o mesmo (risos), a adrenalina toda está ali. Jamais pensei que seria assim. O silêncio entre uma música e outra me faz justamente imaginar as diferentes reações das pessoas que estão assistindo. Sem falar no alcance do público online, que é simplesmente bárbaro. O acesso ao show e ao trabalho artístico fica disponível a todos.”

CAFÉ DE HOTEL, composição da artista que dá nome ao show, é o fio condutor do repertório que mescla algumas canções autorais a releituras de sucessos de ícones como Cazuza, Queen, Cole Porter, Rita Lee, Lenine e Lady Gaga.

“A ideia do tema surgiu justamente durante uma época em que eu estava constantemente em turnê com peças teatrais e musicais. Imaginei essa vivência de estar sempre com o pé na estrada, entre encontros e desencontros, hotéis e cafés”, conta Alessandra.

A primeira versão do show estreou em 2017, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo, e seguiu para o Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro. Agora é recriado em versão acústica, afinada ao momento que vivemos.

SET LIST CAFÉ DE HOTEL / TEATRO COM BOLSO

SOLIDÃO QUE NADA (Cazuza/George Israel/Nilo Romero)
CRAZY LITTLE THING CALLED LOVE (Freddie Mercury)
BEIJA EU (Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Arto Lindsay)
TETO AZUL (Alessandra Verney)
SO IN LOVE (Cole Porter)
SIMPLES ASSIM (Lenine/Dudu Falcão)
CAFÉ DE HOTEL (Alessandra Verney)
PICADEIRO (Alessandra Verney)
BAD ROMANCE (Lady Gaga/Nadir Khayat)
CARTÃO POSTAL (Rita Lee/Paulo Coelho)

TEATRO COM BOLSO
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Depois de idealizar e pautar em 2020, ao lado de Andre Junqueira, o “Teatro Já”, projeto pioneiro que levou de volta ao palco do Teatro PetraGold peças teatrais e shows musicais em transmissão ao vivo, e que lhe rendeu uma indicação ao PRÊMIO FAZ DIFERENÇA, do jornal O Globo, Ana Beatriz Nogueira inaugurou o “Teatro Sem Bolso” em sua própria casa, e que volta este ano rebatizado de TEATRO COM BOLSO.

O projeto apresenta peças (solos ou duos) e pocket shows musicais, diretamente do palco criado e equipado na casa de Ana Beatriz, em transmissões online ao vivo ou pré-filmadas. A atriz e diretora montou, com recursos próprios, uma estrutura em sua casa com luz, palco, câmeras e todo equipamento necessário para transmissões online.

A programação é regular e semanal, trazendo peças e shows a preços populares, além de programação gratuita.

Serviço
ESTREIA: dia 18 de setembro (sábado), às 22h
TEMPORADA GRATUITA
HORÁRIOS: sempre aos sábados, às 22h
RETIRADA DE INGRESSOS: www.sympla.com.br/teatrocombolso
DURAÇÃO: 40 min / CLASS. INDICATIVA: livre / TEMPORADA: até 09 de outubro

Liniker apresenta o seu primeiro álbum-solo, “Índigo Borboleta Anil”


Créditos: Caroline Lima


As primeiras letras de Liniker partiram de cartas antigas que ela escreveu e nunca enviou. Agora, em seu primeiro disco-solo, intitulado Índigo Borboleta Anil, a cantora e compositora compartilha as suas vivências do agora. Não é que ela não tenha olhado para o passado nessa nova construção, afinal a artista precisou se conectar com a sua ancestralidade para se colocar por inteira ao longo das 11 faixas que compõem esta estreia-solo, que é co-produzida por Liniker ao lado de Júlio Fejuca e Gustavo Ruiz. Com a participação de Milton Nascimento, de Tássia Reis, de DJ Nyack, de Tulipa Ruiz, da Orquestra Jazz Sinfônica, de Letieres Leite e da Orkestra Rumpilezz, eis uma obra que traduz Liniker em sua completude e em tempo real. Cheio de camadas, nuances, texturas e feito para dançar, Índigo Borboleta Anil acaba de chegar aos aplicativos de streaming pela Altafonte Brasil (ouça aqui).

“Eu me vejo nele”, comenta Liniker sobre Índigo Borboleta Anil. “Quando eu o ouço, percebo que é um álbum de groove, um trabalho preto que circula bem no hip hop e, ao mesmo tempo, tem uma orquestra que poderia estar em um filme da Pixar”, ela comenta. Essa pluralidade faz com que a artista prefira não colocar o disco em uma prateleira ou em uma caixinha com uma única definição: “é um álbum de música do começo ao fim: nas pausas, nos silêncios, nos textos e nas trocas”.

“Clau” inicia a sequência e dá o tom do que está por vir. Com a presença da Orquestra Jazz Sinfônica e harpa tocada por Jennifer Campbell, a canção tem uma letra que homenageia Claudete, cachorra que a cantora adotou. Trata-se de um abre-alas sobre o cuidado e o afeto que permeiam o trabalho. “Logo no começo, apresento algo dançante e que dança do jeito que eu gosto de dançar”, revela Liniker. Na sequência, vem “Antes de Tudo”, que foi a primeira composição que a artista escreveu na vida, aos 16 anos de idade, e que teve a participação de Letieres Leite e da Orkestra Rumpilezz.

Créditos: Caroline Lima

Em inglês, “Lili” é a maneira como a artista, nascida em Araraquara, no interior de São Paulo, se traduz em outro idioma. É a forma como ela pincela os sons que escutou ao longo da vida, como Diana Ross, Barry White e Stevie Wonder. “Psiu” foi um dos singles lançados previamente, assim como “Baby 95” (composta por Liniker ao lado de Mahmudi, Tássia Reis e Tulipa Ruiz) e “Presente” (esta foi apresentada pela primeira vez no programa COLORS e, agora, chega totalmente repaginada, incrementada com novos elementos, como sopros, percussão e mpc; esta última tocada por Curumin).

“Lua de Fé” representa a intuição que é tão importante nas vivências da artista. O ponto de partida para essa criação surgiu de um abraço que ela deu na cantora e compositora Luedji Luna e, nessa troca, Liniker sentiu que a amiga estava grávida. “Eu senti a energia da criança e eu não sabia da gravidez. Acho bonito poder cantar sobre o nascimento do filho de uma contemporânea e de uma pessoa pela qual eu tenho uma verdadeira paixão artística”, diz Liniker. A canção, inclusive, entra em um campo maternal que se conecta com a faixa seguinte: “Lalange”.

Com uma introdução narrada (o texto é sobre um sonho que a artista teve), “Lalange” fala sobre a criança de Liniker e também sobre Miguel Otávio Santana, menino de 5 anos de idade que caiu do nono andar de um prédio de luxo, no Recife, e que estava aos cuidados da patroa de sua mãe, Mirtes Renata Souza. “Eu quis falar das nossas crianças, além dessas mães que estão cansadas e que não aguentam mais chorar”, compartilha. “É uma maneira de devolver essa música para minha mãe, para Mirtes e para o Miguel”, comenta. A presença da voz de Milton Nascimento dá uma dimensão ainda maior à “Lalange”. “Ter o Milton Nascimento ali, foi como olhar para a minha ancestralidade em tempo real. Frequentemente, o sonho não é permitido para as pessoas pretas. Milton representa essa possibilidade. Eu olho para a minha criança, que é o meu passado, vejo o meu presente e olho para o futuro e, nesse fluxo, Milton é a minha seta”, define.

“Diz Quanto Custa” (escrita por Liniker com Tássia Reis, Mahmundi e Vitor Hugo) é um samba rock e entra na reta final de Índigo Borboleta Anil, trazendo o groove e a cadência que Liniker cresceu ouvindo dentro de casa. “O significado dessa música é muito especial, porque ela me diz que consegui chegar no âmago das minhas referências. É um samba rock para minha mãe dançar”, afirma. “Sou grata pela produção do Júlio Fejuca e do Gustavo Ruiz, nesse sentido. Eles trouxeram os universos deles, que, quando somados com os meus, deram muita liga. Conseguiram entender o que eu queria passar com o meu som”, complementa. “Diz Quanto Custo” traz ainda a voz de Tássia Reis, coros de Tulipa Ruiz e DJ Nyack.

Créditos: Caroline Lima

“Vitoriosa” encerra Índigo Borboleta Anil em festa. É um grito em formato de samba-enredo. “Quero que a alegria seja uma condição de todas nós. Quando eu me coloco como vitoriosa, é uma forma de estar politicamente ativa também”, afirma Liniker.

Há ainda a faixa-bônus “Mel”, que mostra um pouco dos bastidores do estúdio, levando o público para dentro do processo de gravação. Foi este clima que tornou possível a concepção de um trabalho em que a voz de Liniker pudesse estar conectada com todos os instrumentos, sem precisar competir com outros sons. Um mergulho da artista que dizia não saber contar gotas e aprendeu a nadar.