Peça de improviso está de volta a São Paulo


Créditos: Divulgação


Depois de 7 meses de sucesso “Coronel Mostarda com a Chave Inglesa na Cozinha” está de volta a São Paulo, com trilha sonora inédita e exclusiva feita pelo músico Daniel Tauszig. O espetáculo teatral de improviso tem como base jogos de tabuleiro.

No inicio da peça a Investigadora de Policia Miranda (Michelle Galindo) recebe os Melhores Detetives da Cidade (plateia) e realiza o sorteio das cartas. Neste momento, são definidos o Assassino, Vítima, Cômodo e Arma que terão de ser descobertos naquela sessão.

As cartas são colocadas em um envelope que é lacrado diante do público, e entregue a uma pessoa da plateia “o guardião das cartas” que ao final do espetáculo abre o envelope e entrega à Miranda as cartas revelando o resultado a todos.

Créditos: Divulgação

Estas informações são compartilhadas apenas com o elenco, que, ao começar o jogo, a partir das sugestões da plateia, encenam e justificam as cenas, conduzindo a história até o desfecho final, criando um enredo coerente, utilizando as cartas tiradas no início.

A Investigadora de Polícia Miranda (Michelle Gallindo) tem o caso mais difícil de sua carreira e precisa da ajuda do público para solucioná-lo!

Os atores são como peças, o palco é o tabuleiro e o público são os detetives investigadores, que sugerem como as cenas devem acontecer até o mistério ser desvendado.

Coronel Mostarda (Eddy Stefani), Dr. Magenta (Luis Galves), Sr. Marinho (Maurício Ferraz), Rosa (Cláudia Braga), Violeta (Renata Roberta), Professor Black (Heder Becker) e as irmãs gêmeas Srta. Branca (Lorena Vasconcelos) e Srta. Pérola (Marina Cincotto) são os personagens deste jogo que ganham vida neste espetáculo cômico de improviso teatral com muito suspense, mistério e blues.

SERVIÇO

Sextas-feiras as 21h30
Temporada até 28 de fevereiro de 2020*
*exceto 21/02 carnaval
Duração – 1h20

Teatro Jardim Sul

Shopping Jardim Sul
Av. Giovanni Gronchi, 5819
Morumbi
Piso 2, ao lado do cinema
Contato: (11) 2122-4087
www.teatrojardimsul.com.br

Ingressos pela Sympla ou na bilheteria do teatro.

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Maicon Clenk: 15 anos da Companhia e espetáculos premiados


Créditos: Maringas Maciel


O Troféu Gralha Azul foi criado em 1974 para celebrar o talento dos artistas, a capacidade dos técnicos e a qualidade dos produtores teatrais do Paraná. A cerimônia de premiação da 39ª Edição do Troféu aconteceu no Teatro Guaíra em Curitiba e é a principal premiação do teatro no Estado do Paraná, realizada por uma parceria do Centro Cultural Teatro Guaíra e o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado do Paraná (SATED).

VIK – O Micro Espetáculo foi o vencedor do troféu “Melhor Espetáculo para Crianças“. Recebeu ainda o prêmio “Melhor Atriz para Crianças“, além de mais quatro indicações nas categorias dramaturgia, direção de espetáculo para crianças e figurino, todas assinadas pelo criador e diretor da obra Maicon Clenk, e “Melhor Iluminação” por Dani Regis.

O espetáculo da Clenk Company e sua linguagem chamada “Teatro Ilusionista” é um solo sem texto e com efeitos de ilusionismo interpretado por uma atriz portadora de nanismo e desta vez voltado especialmente para crianças. A Clenk estará completando 15 anos em 2020 e incluiu por diversas vezes portadores de nanismo em papeis de importância em seus espetáculos.

No discurso de agradecimento o diretor Maicon Clenk falou da relevância de premiações como o “Gralha Azul” e das dificuldades para um artista conquistar qualquer tipo de reconhecimento tanto dos colegas como do público. Relembrou que até os considerados gênios das artes foram tratados como inúteis por seus contemporâneos e dedicou o prêmio aos colegas que este ano, seja por falta de recursos, patrocínio, por não se enquadrem em editais ou qualquer outro meio, não conseguiram realizar seus trabalhos. “Quem é artista de alma sabe a angústia que é não poder exercer sua missão no planeta de forma digna e de acordo com seus valores” disse Clenk.

Créditos: Maringas Maciel

VIK é uma produção independente da Clenk Company e não recebeu patrocínio, incentivo privado ou do governo para a montagem. Segundo o diretor não existe um esforço do governo em estimular e explicar para as empresas que elas podem optar por apoiar companhias e que não custa nada para elas, pelo contrário, gera grandes benefícios. Sem o incentivo de políticas públicas é praticamente impossível sustentar qualquer projeto cultural hoje, sendo que o público ainda não vê valor suficiente e paga o mínimo necessário para cobrir os custos de uma montagem de qualidade, por mais simples que seja, além do fato de leis como meia entrada dificultarem as produções independentes.

Musical Fame ganha nova temporada no Rio


Créditos: Paulo Félix


Após o sucesso da sua primeira temporada em agosto do ano passado, o musical Fame, produção do CEFTEM (Centro de Estudo e Formação em Teatro Musical), ganha uma segunda no Teatro Prudential. Será a partir de fevereiro, entre os dias 4 a 19 de fevereiro, com sessões às terças e quartas às 20h.

A peça tem direção, e coreografia, de Victor Maia, e conta a história de um grupo de alunos empenhados a se formarem como artistas, no dia a dia de uma escola de artes performáticas muito rigorosa. Durante os anos que se passam lá dentro, eles descobrem mais sobre eles mesmos, sobre amor, limites, vocação e principalmente sobre os limites para se conquistar a tão desejada fama.

Créditos: Paulo Félix

O diretor ressalta que o espetáculo é emocionante, bem cantado, super dançado e principalmente, bem interpretado por uma nova geração de atores com fogo nos olhos e paixão pelo que fazem. Ele também ressalta o processo de seleção, que foi muito difícil, já que o espetáculo exige bons atores, cantores e bailarinos. Segundo ele, eles passaram por cinco fases de audição até encontrar o elenco.

Além de Victor Maia, o espetáculo conta com direção musical de Tony Lucchesi e Miguel Schönmann, tradução de Leonardo Rocha e versões de Bruno Camurati.

A produção é baseada na versão homônima.

FAME

Gênero: Musical
Temporada: 04 a 19 de fevereiro
Dias: Terça e Quarta às 20h
Classificação: 12 anos
Duração: 150 min
Valor: R$ 50 (inteira) R$ 25 (meia)
Teatro Prudential
Telefone: (21) 2558-3862
Lotação: 359 lugares
Venda online: Sympla

Entrevista com Andrezza Massei, a Dona Clotilde, de ‘Chaves – Um Tributo Musical’


Créditos: Rodrigo Negrini


Muitas personagens, de diferentes aparências e personalidades, podem habitar uma artista. Destemida quanto aos desafios profissionais, Andrezza Massei já foi uma cômoda de castelo, uma integrante do grupo Dynamos, uma dona de bar e de taberna, uma aviadora, uma freira, uma megalomaníaca, uma bruxa dos mares, uma atriz decadente do cinema mudo e agora vive uma personagem eternizada pela TV há quase 50 anos, Dona Clotilde, à convite da produtora de “Chaves – Um Tributo Musical“, em cartaz no Teatro Opus, em São Paulo, em sua segunda temporada. Conversamos com a cantriz sobre a Bruxa do 71, ops, a Dona Clotilde! rs

Acesso Cultural – Como tem sido a experiência de viver uma personagem que é tão conhecida do público, por diversas gerações?
Andrezza Massei – Poder viver uma personagem tão querida pelo público é uma experiência muito enriquecedora. Principalmente pelo fato de levar pro palco o que ficou tão conhecido na TV. Isso trouxe muitas possibilidades para a atuação.

Créditos: Stephan Solo

AC – Como foi seu processo de construção para a Dona Clotilde? Além das orientações de direção e da liberdade de não precisar copiar, você teve alguma inspiração real ou fictícia para criar a sua?
AM – A liberdade dada pela direção foi crucial para a criação da minha Clotilde. Obviamente me inspirei na própria Angelines e nas dubladoras brasileiras. Mas fiz questão de buscar referências em outras personagens como a Dona Bela, da Escolinha do Professor Raimundo, por exemplo. Outra grande fonte de inspiração foi a vida real!! Uma tia, uma vizinha… todas tinham um pouco da ‘bruxa’!!!

AC – A Dona Clotilde te reaproxima da comédia, depois de uma personagem mais sarcástica como a Úrsula e depressiva como a Norma Desmond. Como tem sido seu reencontro com este gênero, que te reconecta à personagens como de ‘Mamma Mia’ e ‘Mudança de Hábito’?
AM – Eu amo fazer comédia!! E acho que na verdade ela nunca saiu de mim!! A Rosie de Mamma Mia e a Irmã Mary Patrick pertenciam a um universo cômico mais evidente, mas nem por isso fácil de fazer! A Úrsula tinha um sarcasmo, um humor diferenciado! E a Norma tinha um comportamento patético, apesar de todo sofrimento. É necessário entender a tragédia para poder rir da desgraça e encontrar nela o humor!!!

AC – Você já teve um contato com o universo dos palhaços em um trabalho anterior, com o grupo Parlapatões. Acha que levou aprendizados de lá para este trabalho? Se sim, quais?
AM – Sim e como!!! Os Parlapatões são mestres na área! O improviso, rapidez, ingenuidade, poesia, simplicidade, e toda técnica usada para fazer rir é essencial para o repertório de um ator!! Uso sempre, em todos os trabalhos!

Créditos: Rodrigo Negrini

AC – Você já tinha uma relação com o seriado ‘Chaves’? Se sim, consegue escolher 3 episódios que mais goste?
AM – O Chaves e todo universo do Chispirito me acompanhou durante toda minha infância!! Lembro de esperar a perua do colégio, na hora do almoço, assistindo ou pelo menos ouvindo ao fundo os episódios. É memória afetiva total!! Lembro até do cheiro da comida enquanto assistia!! Adorava o episódio da casa da bruxa (claro!!), do festival da boa vizinhança e o de Acapulco!!!

AC – O Chaves tem um público muito fiel de televisão. Você tem vontade de trabalhar com este universo? Se sim, entre tantos perfis de personagem que já viveu nos palcos, se pudesse escolher um para estrear em novela qual seria?
AM – Tenho muita vontade de viver nas telinhas uma vilã cômica! Alguém como a Madame Thenardier, que vivi em ‘Lés Misérables’, por exemplo, que causasse empatia instantânea!! Pela diversão e pelo reconhecimento do ‘politicamente incorreto’. Seria muito divertido!!

AC – Você está nos palcos, em grandes musicais, há quase 20 anos. Como enxerga esse processo de crescimento e como traçaria um panorama entre a Andrezza dos primeiros espectáculos e a de hoje, considerando o mercado, o público e as oportunidades recebidas.
AM – No começo dos anos 2000 o acesso ao conteúdo era mais precário. Não havia tantos profissionais especializados na área, e o mercado ainda era pouco movimentado. Então tive a oportunidade de aprender na prática, com pessoas extremamente competentes! Pude crescer junto ao mercado, entendendo como funcionava e percebendo tendências. Isso me deu uma bagagem muito grande para os dias de hoje!! Produções nacionais e versões brasileiras já fazem parte do nosso cotidiano, além dos profissionais que já estão fazendo sucesso fora do país. Já temos um público cada vez mais consciente e exigente no que diz respeito a qualidade! Acho que me encontro num momento de muitas possibilidades!! Hora de colher os frutos do que plantei durante todo esse tempo! Tem muita coisa boa por vir!!…

A Pequena Sereia no Teatro Playcenter Family


Créditos: Divulgação


Nas férias de janeiro, o Teatro Playcenter Family, localizado dentro do parque Playcenter Family, no Shopping Leste Aricanduva, traz o espetáculo A Pequena Sereia – O Sonho de Viver Fora do Mar, para toda a família.

Um espetáculo envolvente, conta a história de Ariel, uma sereia que vive no fundo do mar, mas que deseja nadar até a superfície e conhecer um mundo totalmente diferente do seu, o mundo dos humanos. Contrariando o seu pai, resolve conhecer a superfície e se vê salvando um príncipe humano que estava se afogando. Para vê-lo novamente, ela fará um acordo com a bruxa do mar, embarcando em uma grande aventura fora das águas.

Adaptada pela Cia dos Reis, a peça traz aventura e diversão. Excelente programa para a família se divertir junto. As sessões acontecem aos sábados e domingos, com início às 17h30 e duração de 60 minutos. Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (crianças de 03 a 12 anos) e R$ 20,00 (meia entrada), no caixa 10 do parque ou através do site do teatro.

Serviço – Teatro Playcenter Family
Espetáculo: A Pequena Sereia – O Sonho de Viver Fora do Mar
Datas: até 26 de Janeiro
Sessões: aos sábados e domingos às 17h30
Duração dos espetáculos: 60 minutos
Capacidade: 108 pessoas
Gênero: Infantil
Classificação: Livre
Valores: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (crianças de 03 a 12 anos) e R$ 20,00 (meia entrada -política
de estudantes e deficientes)
Telefone: (11) 2721-6244

Dedé Santana em “Palhaços” no Teatro do Sesi


Créditos: Tatiana Coelho


Um dos mais importantes textos de Timochenko Wehbi, Palhaços, reestreia dia 24 de janeiro, no Teatro do Sesi em montagem estrelada pelo eterno trapalhão Déde Santana acompanhado do ator Fioravante de Almeida, sob a direção de Alexandre Borges.

A tragicomédia, escrita por Timochenko Wehbi na década de 1970, narra a história de um palhaço que tem a sua rotina alterada ao se deparar com um espectador em seu camarim. O encontro entre Careta (Dedé Santana), verdadeiro nome de José, e Benvindo (Fioravante Almeida), um vendedor de sapatos, faz com que ambos questionem a vida e a própria existência de uma maneira espirituosa, opondo o palhaço profissional ao palhaço da vida.

Durante a conversa, os personagens passam a se provocar, como em um jogo entre essas figuras opostas, desestabilizando crenças e valores, que se desnudam e refletem acerca de suas escolhas. A todo instante, um dos personagens parece dominar a cena quando, com um simples gesto, o outro rouba a atenção e o poder momentâneo do diálogo. As distâncias e as proximidades existentes entre Careta e Benvindo, remetem à metáfora dos homens que lhes assistem na plateia. Palhaços é um convite à reflexão sobre o verdadeiro papel do artista, o que faz com que o público ultrapasse o espaço da lona, do espaço cênico, para ver de perto o verdadeiro palhaço.

Um dos destaques dessa montagem está na presença de Dedé Santana nos palcos, um ícone do humor, com décadas de trajetória nas artes da interpretação. Um embaixador do circo que traz ao personagem que interpreta maestria para o seu habitat natural, o circo. Dedé é filho de artistas circenses e já aos três meses de idade era personagem nos picadeiros. Ele, que está no imaginário de gerações de brasileiros, em um novo papel, pronto para mais um jogo cênico, no qual a relação dos atores com a plateia, se torna o grande trunfo do espetáculo.

Créditos: Tatiana Coelho

SERVIÇO:

LOCAL: Teatro do Sesi-SP (Av. Paulista 1313 – em frente à estação Trianon Masp do metrô), 456 lugares.

DATA: 24/01 até 02/02 (Sexta e Sábado 20h e Domingo 19h)

INGRESSOS: Gratuito. Reserva pelo site SESI. Os ingressos remanescentes diretamente na bilheteria do teatro (quarta a domingo, 02 horas antes do início da atividade programada).

DURAÇÃO: 60 min

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos